CRÍTICA | Fala sério, Mãe!

CRÍTICA | Fala sério, Mãe!

Baseado no sucesso literário infantojuvenil de Thalita Rebouças, Fala sério, Mãe! o novo produto da Globo Filmes em parceria com a Lereby Produções – chega aos cinemas nacionais em 28 de dezembro com a promessa de ser um sucesso de bilheteria. O trabalho do diretor Pedro Vasconcellos, que também dirigiu o recente Dona Flor e seus dois maridos, é um pacote completo para quem quer se distrair e emocionar em família.

Amor, brigas, confidências e muito cuidado. Essa é uma síntese bem simplista do que acontece com todas as relações entre mãe e filha. Não podendo ser diferente da regra, a história de Ângela Cristina e Maria de Lourdes (interpretadas por Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, respectivamente) vai mostrar a convivência das duas através da visão de ambas acerca das mudanças que ocorrerão em suas vidas ao longo do tempo.

A figura materna já foi objeto de diversos projetos e gêneros cinematográficos em todo o mundo. A própria Globo Filmes tem outras produções com esse foco temático. Mas então o que faria dessa obra cinematográfica diferente de comédias como Minha mãe é uma peça 1 e 2, de 2013 e 2016, respectivamente? O diferencial trazido pela nova comédia de Vasconcellos é justamente o retrato dos dois lados da relação, onde este se estabelece a partir da divisão narrativa entre a mãe coruja e a filha independente.

Fala sério, Mãe!  é cheio de apelos referentes à identificação, tornando a trama algo ainda mais próximo da vida de quem assiste. O principal fator que possibilita isso é a dualidade de focos presente na produção – horas Ângela enumera suas preocupações como mãe e mulher e outras, Malu está mostrando sua visão à medida que cresce e amadurece. Ao dar voz à ambas as personagens e mostrar as diferentes perspectivas delas durante os acontecimentos da vida de cada uma, o filme possibilita uma projeção direta por parte do público – seja com a personagem da mãe ou filha.

Existe uma clara preocupação na condução das cenas para que elas emocionem e prendam o público. Os artifícios criados por Thalita para que um público diversificado se prenda ao projeto são diversos – vai de músicas famosas até os maiores clichês da vida de uma mãe/filha. Atrelado a isso, há um certo cuidado ao adaptar o livro – realizado com sucesso -, uma vez que esse faz parte do imaginário da juventude. E, para concluir o conjunto performático do longa, o talento de Ingrid Guimarães faz toda a diferença na construção de um produto que cumpre seu papel como uma adaptação do gênero comédia para a família.

 

FALA SÉRIO, MÃE! 

TRAILER

SINOPSE

Ângela Cristina (Ingrid Guimarães), mãe da adolescente Maria de Lourdes (Larissa Manoela), está  tendo a experiência de guiar sua filha durante uma das fases mais complicadas da vida. Ela vive uma montanha-russa de emoções, com medos, frustrações e um caminhão de queixas para descarregar. Por outro lado, Malu, como prefere ser chamada, também tem suas insatisfações. Embora teimosa, sofre com os cuidados excessivos e com o jeito conservador da mãe.

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Escrito por Felipe Aguiar

Estudante de jornalismo curioso e apaixonado por história. Cinéfilo de carteirinha que ama o universo da sétima arte e deseja sempre estar ainda mais imerso nesse mundo.